8 de set de 2011

Jack, O Estripador



               Todos nós, ao menos uma vez na vida, já ouvimos falar dele. Alguns não deram bola, mas tenho certeza que muitos gostariam de saber um pouco mais sobre aquele que foi considerado o primeiro assassino serial do mundo moderno. Já se passaram 123 anos desde seu primeiro ataque e ainda não sabemos de fato a identidade do criminoso.

                   Miss Murder


            Meados do século XIX. Imigrantes vindos da Irlanda, Rússia e leste europeu aumentou a população da Inglaterra e, consequentemente, a subclasse econômica. Na metade final do ano de 1888 a fome e a miséria fizeram com que fossem contabilizadas cerca de 1200 prostitutas, divididas em 62 prostíbulos. No mesmo período, Jack, o estripador, começou a matar.
           A Polícia Metropolitana investigava onze assassinatos que ocorreram entre 3 de abril de 1888 e 13 de fevereiro de 1891. Dentre os onze, apenas cinco foram reconhecidos como de Jack. 


Primeira vítima: Mary Ann Nichols, também conhecida por Polly, foi assassinada em uma sexta-feira, aos 31 dias do mês de agosto, e encontrada em um terreno que ficava em frente a um estábulo por volta das 3:40 AM. Apresentava dois cortes de orelha a orelha até a coluna vertebral, diversas incisões no abdômen, três ou quatro cortes similares do lado direito e a parte posterior de seu abdômen fora parcialmente arrancada. Aparentemente, todos os ferimentos haviam sido causados pela mesma faca.



Segunda vítima: oito dias depois, em um sábado, Annie Chapman (Dark Annie) foi assassinada e seu corpo encontrado por volta das 6:00 AM no quintal de uma casa. A cabeça estava praticamente separada do corpo e o abdômen fora novamente aberto. O útero havia sido removido. A polícia chegou a conclusão de que a arma do crime fora a mesma utilizada no assassinato de Polly (punhal medindo entre 15 e 25 cm e tinha 2,5 cm de largura) e que o assassino tinha conhecimentos de anatomia.




Terceira vítima: vinte e dois dias depois, Elizabeth Stride (Long Liz) foi encontrada morta na rua, banhada por quase dois litros de sangue. A causa da morte foi perda excessiva de sangue. No pescoço havia uma incisão direta. Nenhuma mutilação no abdômen, o que fez com que a polícia tivesse incerteza na identidade do assassino e suspeitassem que, se foi realmente Jack, ele havia sido interrompido.





Quarta vítima: na mesma noite do terceiro assassinato, o corpo de Catherine Eddowes foi encontrado na cidade de Londres. A garganta fora cortada do mesmo modo que nos dois primeiros assassínios e o abdômen aberto com um corte profundo e irregular. Um outro corte subia do reto ao esterno, uma parte da orelha direita e a extremidade do nariz haviam sido removidas. Um rastro de sangue levava até uma porta onde fora escrito com giz: Os judeus não são culpados de nada.


Quinta vítima: aos nove dias do mês de novembro de 1888, o corpo mutilado de Mary Jane Kelly foi descoberto por um cobrador, um pouco depois das 10:45 AM, na cama do quarto onde vivia. A garganta fora cortada até a coluna vertebral, o rosto estava irreconhecível, o abdômen fora aberto e estava quase sem órgãos. Até mesmo seu coração foi levado.

 Durante o período dos assassinatos, a polícia e os jornais receberam diversas cartas de cidadãos com boas intenções. Receberam também as cartas de um indivíduo que assumia a autoria dos homicídios e identificava-se como Jack, o estripador. A maioria das cartas, senão todas, eram consideradas falsas. Apenas três delas são consideradas, por alguns, autênticas.

A carta ao “Caro Chefe” foi encaminhada primeiramente para a Agência Central de Notícias e em seguida para a Sctland Yard. Inicialmente era considerada uma fraude, mas a polícia voltou atrás quando o corpo de Eddowes foi encontrado sem uma parte da orelha, conforme prometia a carta. Publicou-se então tal carta, a fim de que alguém recnhecesse a grafia. O resultado foi uma onde de cartas falsas.
Depois veio o cartão postal do “Insolente Jack”, que era similar à primeira carta e mencionava as duas vítimas mortas na mesma noite. Foi aceita a hipótese de a carta ter sido escrita antes da divulgação do evento duplo, embora ela tenha sido carimbada cerca de 24 horas depois, quando a midia já tiha conhecimento do fato.
“Do Inferno” foi a terceira carta enviada e, com ela, metade de um rim humano que havia sido conservado em álcool etílico. Mais tarde um médico afirmou que era provável que o rim fosse de Eddowes. Na carta, o autor afirma ter fritado e comido a outra metade do rim.
Muitos foram os suspeitos, os principais foram um médico russo com tendências homicidas, um judeu polaco que nutria um ódio por mulheres e um advogado depravado. No entanto, até hoje desconhecemos a identidade do assassino.
Filme: From hell
 Em 1888, Frederick Abberline (Johnny Depp), um inspetor da polícia, deve desvendar uma série de assassinatos em série contra prostitutas; casos que podem ter ligação com o temido Jack, o estripador. 


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